sábado, dezembro 28, 2013

Eu de mim



eu de mim pouco ou nada sei
nem sei como me explicar
só sei que por onde andei
tanto recebi como deixei ficar

de mil cores me pintaram
muitas vezes quadros sem valor 
outras a carvão me desenharam
desenhos simples mas com amor

entreo dar e o receber, descobri
que o meu crescimento é maior
se quando me aproximar de ti
deixar ficar atras toda a minha dor

vivo no fundo para me descobrir
construindo dia a dia o meu eu
dar forma á minha sombra, e sentir
que em mim todo o meu ser cresceu

3 comentários:

Canto da Boca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto da Boca disse...

Um poema auto-explicativo, quando dizes, "eu de mim pouco ou nada sei", abre espaços para as descobertas e desdobramentos do ser.
Belo poema, amigo!
A imagem é sua, ali sombreando em ovos?

Beijo!

;))

Carlos Dias disse...

Ola amiga, obrigado pelas visitas e comentarios, aquela sombra e minha sim,os ovos parte de um trabalho de Cildo Meireles numa exposição em Serralves. Beijo e um sorriso