sábado, junho 16, 2007

Poema vagabundo







Este poema não inventei
não tem dono nem autor
em meu blog o guardei
para ele não gritar de dor

O encontrei triste e sozinho
nas ruelas a vaguear
sem querer um caminho
ou cantinho para estar

É poema vagabundo
não procura nem a paz
nem respostas para o mundo
e as palavras tanto lhe faz

Com rima ou por rimar
não importa o conteudo
só quer palavras soltar
sem significado ou conteudo

Este poema não existe
foi um grito que dei
com tinta transparente
que em mim encontrei

12 comentários:

Ana S. disse...

Olá Carlos
Grita sempre que te apetecer e continua escrevendo poemas porque são desabafos da alma!
beijos

Sindarin disse...

Olá amigo! Se for para gritar deste modo pois que eu tenha oportunidade de ouvir. Adorei!Um grande beijinho. Bfsemana. Carmina Burana...execelente!!!!

cacharel disse...

Este grito chegou aqui à pérola do atlântico... ;) senti-o!

Deixei um perfume especial no meu cantinho...

Beijo e bom domingo*

Moura ao Luar disse...

Olá cariño besitos para ti

collybry disse...

Olá Carlos, que o Teu grito seja uma constante em poemas escritos...

Meu doce beijo

Espirito da Lua disse...

Gostei ,,, esta muito giro;)

Bj Lua

cacharel disse...

Uiiiiiiiii... vim te dizer que a tua nomeação deixou-me coradita e surpreendida... ;) Obrigada.

Beijo e continuação de boa semana*

zetrolha disse...

Ai que lindo,Ai que lindo....

collybry disse...

Na noite de S.João
Um a um se vão juntando
nesta noite com requinte
põem-se as tristezas de lado
até há manhã seguinte

Beijo doce

impulsos disse...

Um poema vagabundo
Feito de uma imensa vontade
Uma vontade de gritar...
Grita-o ao mundo
Nem que seja num poema vagabundo
Pois o importante
É o teu grito dar!

Eu adorei este teu poema vagabundo!

Beijo meu

Secreta disse...

Mais um belissimo poema. Este algo especial , já que reflecte o teu estado de espirito.
Beijito.

a.h. disse...

"Este poema não existe
foi um grito que dei
com tinta transparente
que em mim encontrei"

Este comentário não existe
Foi uma mão cheia de palavras.
Surgiram no silencio da noite,
soltaram-se das minhas mãos
No grito calado, onde as perdi!

(Já reli este belo "poema vagabundo",algumas vezes.
Fico sempre com umas palavras meio vagas e soltas.
Hoje pousaram por aqui.)

Um abraço