segunda-feira, novembro 11, 2013

Folhas de Outono


de verde o sol me vestiu
dancei ao ritmo do vento
mas quando o frio surgiu
chegou o meu momento

ao cair fiquei esquecida
ao sabor da brisa eu vou
nua por entre a calçada
não me despi de quem sou

serei folha caida, perdida
meu tempo chegou ao fim
mas é na hora da despedida 
que mais gostam de mim

ao olhar no outono frio
 as folhas caídas, a gente sente
que o cair pode encher o vazio
do amor, com cores quente.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Quando o pensamento vem





Vem o pensamento mas não sei
como e quando o vou organizar
nem sei onde colocar os limites
que não mate a liberdade do pensar


Nem sempre esse pensar acontece
mas sem dar por ele, a mim vem
ao aparecer se não lhe der espaço
me perde e esqueço o que contém

quando surge entro em meditação
escrevo as linhas sem o pensar
dou-lhe a forma de um poema
quando de mim o conseguir libertar






domingo, abril 14, 2013

Fantasias de carvão



nas incertezas  que o poeta tem
percorre as quadras com seus dedos
foge de si, e procura por alguem
que consiga ver seus segredos

esconde nas entrelinhas da escrita
seus amores, suas dores, seus medos
e procura na solidão de um ermita  
o fio libertador de seus enredos

faz e refaz o seu olhar na esperança
de se encontrar entre as suas sombras
que o tempo guardou desde criança

descobre-se, entre loucuras escondidas
nas parede, onde desenhos de carvão
se movem ao som do coração






terça-feira, março 26, 2013

Escuridão



fecho as pupilas escuras, humidas
de um adeus que não pernoitou,
por entre as gotas de estranhas
saudades, um sorriso e acabou

 somente ecos de um silencio
que afago com o som calado
e provo o tempo imenso, vazio
que sabe a um olhar cansado

se me perguntarem por hoje
não o conheço,o reneguei
guardei-o na corrente que foge
para longe, onde, não sei

avancei na escuridão e espero
pela sombra que avança
sem saber como é incerto
este despertar, da lembrança